O verão chegou e, com ele, o período mais favorável à circulação do mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika. Calor e chuvas frequentes criam o cenário ideal para a proliferação do Aedes aegypti

De acordo com os boletins mais recentes das Secretarias Estaduais de Saúde (SES), os números de 2026 não permitem relaxamento: 

Pernambuco (SES-PE) 

  • Dengue: O estado iniciou o ano confirmando a 10ª morte por dengue (referente ao acumulado do ciclo atual em janeiro). 
  • Notificações: Já são mais de 12 mil casos confirmados no estado. O boletim indica que 99 municípios pernambucanos estão sob vigilância, com Recife apresentando alta nas notificações. 
  • Dengue: O balanço atualizado aponta para 7.723 casos prováveis, com 9 mortes confirmadas no estado (dados consolidados na virada do ano para o início deste ciclo de 2026). 
  • Outras doenças: Também foram registrados 567 casos de Chikungunya e 20 de Zika, reforçando a circulação simultânea dos três vírus. 
  • Dengue: 8.227 casos prováveis e 2.037 confirmados
  • Óbitos: Já existem 6 óbitos em investigação apenas nestas primeiras semanas de 2026. 

Ou seja: há transmissão ativa no país, e o cenário atual é de atenção e vigilância, ainda é não de pico. 

Historicamente, o aumento mais intenso dos casos costuma acontecer entre fevereiro e março, quando as chuvas se intensificam e o ciclo do mosquito se acelera, segundo o Ministério da Saúde
Por isso, cuidar agora ajuda a evitar que os números cresçam nas próximas semanas. 

A vacina contra a dengue está disponível pelo SUS desde 2024, de forma gradual e com critérios específicos. Milhões de doses já foram aplicadas no país ao longo de 2024 e 2025, priorizando crianças e adolescentes, conforme definição do Programa Nacional de Imunizações e a disponibilidade em cada município. 

Em 2026, uma nova vacina de dose única, produzida nacionalmente pelo Instituto Butantan, começa a ser oferecida a grupos prioritários, como profissionais de saúde e adultos específicos. 

É importante reforçar: a vacinação ainda não está aberta para toda a população e não substitui as medidas de prevenção. Nenhuma vacina, sozinha, elimina o risco da doença, por isso continuar evitando a proliferação do mosquito é essencial. 

Evitar a dengue e outras arboviroses depende, principalmente, do combate ao mosquito. Algumas ações essenciais: 

  • Eliminar água parada em vasos, garrafas, calhas e ralos. 
  • Manter caixas d’água bem vedadas. 
  • Usar repelente, especialmente durante o dia. 
  • Trocar a água de plantas por areia. 
  • Manter lixeiras fechadas e o quintal limpo. 

Febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, cansaço intenso e manchas na pele são sinais de alerta. Ao perceber qualquer sintoma, é importante procurar atendimento de saúde e evitar a automedicação. 

Novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e passam a reforçar o combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti

Uma dessas iniciativas é o método Wolbachia. A tecnologia utiliza mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria que reduz em cerca de 70% a transmissão da dengue, além de diminuir casos de chikungunya e zika. A estratégia já foi aplicada em cidades brasileiras, como Belo Horizonte, recebeu reconhecimento internacional e complementa as ações de prevenção, que continuam essenciais. 

Cuidar hoje é a melhor forma de proteger você e sua família amanhã.
Faça a sua parte e ajude a manter as arboviroses sob controle! 🦟🚫