Meningite em alerta: com aumento de casos no Brasil, entenda os tipos, sintomas e a importância da vacina
Meningite é coisa séria, e vacina é proteção. Temos visto um aumento de casos de meningite no Brasil. O cenário epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o país registrou 13.647 casos de meningite em 2025. Já no primeiro período de 2026, o monitoramento oficial contabilizou 6.948 novos registros da doença.
Trata-se de uma condição séria que pode deixar sequelas e até levar à morte, mas a boa notícia é que ela conta com uma prevenção muito eficaz por meio da imunização, inclusive formas mais graves da doença podem ser evitadas. Por isso, manter as vacinas em dia é uma das principais formas de proteção para você e para quem está ao seu redor!
Vamos entender o que é a meningite e seus tipos?
É uma inflamação das membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ser causada por diferentes agentes:
Meningite viral: É a forma mais frequente e costuma apresentar quadros mais leves, com boa recuperação na maioria das pessoas.
Meningite bacteriana: É a forma que exige mais cuidado e acompanhamento médico rápido, pois pode evoluir com maior intensidade. Inclui subtipos como a doença meningocócica e a meningite pneumocócica.
Meningite fúngica ou parasitária: São menos comuns na rotina geral.
Como a doença é transmitida?
A forma de contágio depende do agente causador. No caso das meningites bacterianas e virais, a transmissão acontece principalmente por meio do contato próximo com uma pessoa infectada, por meio de gotículas de saliva ou secreções respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar.
Além disso, o contágio também pode ocorrer pelo contato direto com fluidos corporais infectados, como sangue e saliva.
Importante: nem todos os tipos de meningite são transmitidos de pessoa para pessoa.
Sinais e sintomas
Febre;
Dor de cabeça forte;
Rigidez ou dor no pescoço;
Náuseas e vômitos;
Sensibilidade à luz;
Cansaço e mal-estar;
Sonolência ou confusão mental;
Convulsões.
Em bebês e crianças pequenas, vale ficar de olho também em irritabilidade, choro persistente, recusa para mamar ou comer, vômitos e moleira estufada.
Atenção! A febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, confusão mental, convulsões ou manchas vermelhas/arroxeadas na pele são sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato. Nesses casos, é preciso ir diretamente para o Pronto Atendimento mais próximo.
Quais os riscos?
A meningite pode deixar consequências mesmo após a recuperação. Entre as possíveis complicações estão perda de audição, convulsões, alterações neurológicas, dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento e outras incapacidades. Nos casos mais graves, pode levar à morte. Por isso, reconhecer os sinais e buscar atendimento rapidamente faz toda a diferença.
Prevenção
O SUS oferece gratuitamente vacinas essenciais que protegem contra diferentes bactérias causadoras da doença, incluindo BCG, pentavalente, pneumocócicas, meningocócica C e meningocócica ACWY.
Quer saber qual vacina você ou seu filho precisa?
Nós podemos te ajudar. Agende uma consulta em seu Núcleo de Saúde e leve a caderneta de vacinação para recebermos a orientação adequada para a sua idade.
Além da vacinação, algumas atitudes ajudam no dia a dia:
Lave as mãos com frequência com água e sabão;
Evite compartilhar copos, talheres e objetos pessoais;
Mantenha os ambientes bem ventilados;
Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar;
Evite contato próximo com pessoas que estejam doentes.
Vacina em dia, atenção aos sinais e atendimento rápido: três atitudes que ajudam a proteger contra a meningite.